(por Emerson Marinaldo Gardenal)
Com muito amor, carinho, alegria, perseverança e respeito dedico, a você Enrico Rafael, estes “versinhos” (essas palavras e frases foram anotadas em minha agenda, logo que começou a falar por volta dos dois anos de idade até quase aos cinco anos e hoje as faço lembrá-las, para que revivas aquele tempo…. que não está distante….)
Na “minha casa meu” (minha casa), não tem “mosquilo” (mosquito), “pililongo” (pernilongo) e nem “hipopotano” (hipopótamo); fica próxima de um “Pistal” (hospital) “Glandão” (grandão); no “cristório” (escritório) dela eu brinco de “pueca” (cueca).
Lá, eu “bebei” (bebi) muita água e refrigerante, cantei “Boi da Leta Leta” (boi da cara preta), “comei” (comi) muitas comidinhas e doces; às vezes gostava que mamãe passasse “tomadinha” (pomadinha) em meu corpinho;
Tenho uma cachorrinha que se chama Emília; gosto muito de brincar com ela; Ás vezes ela “pala” (para) de brincar e quer me morder; eu fico “blavo” (bravo) e quero dar um “biscudo” (bicudo, chute) nela; depois fico arrependido e peço “desculpo” (desculpa); ela é bonitinha…
Vou “digili” (dirigir) minha motinha com “a meu” (o meu) “lóculos” (óculos) e capacete… gosto muito de brincar com ela…
Eu “iu” (fui) na serra, com o “bolsolo” (bolso) cheio de doce e uma sacola de brinquedo; lá eu brinco muito e nado bastante… também brinco na praia… a água é salgada, sem açurca (açúcar). Gosto de ir no cuble (clube); assisto o “home alanha” (homem aranha) mascando “bichiclets” (chiclets).
Espero que tenha se recordado de algumas delas, pois quando as ouvia, junto a sua mãe, nos marivalhávamos com sua inocência e genialidade. Beijos.
Te amo!
PAPAI!!